As últimas décadas e os seus movimentos sociais trouxeram as mulheres para o centro do mercado de trabalho. Mesmo que ainda haja preconceito com relação a algumas funções ou mesmo empregadores, é visível que um campo muito maior de atuação profissional tem sido abraçado pelas mulheres, inclusive os que eram apenas masculinos, como a Construção Civil ou mesmo os pátios de indústrias.
Essa entrada cada vez mais maciça das mulheres no mercado de trabalho faz com que elas fiquem mais distantes da visão tradicionalista de que elas têm de tratar somente dos seus filhos e da sua casa. No entanto, existiu um grande trajeto para que elas ganhassem a autonomia que têm agora e que, indiscutivelmente, ainda tem de ser ampliada.
É bastante difícil encontrar um campo de trabalho no qual não existam mulheres, inclusive por causa da evolução delas. Contudo, é uma realidade que há funções para as quais é mais difícil uma contratação feminina: um exemplo são as diretorias, onde a quantidade de postos é majoritariamente dos homens.
Outra função na qual ainda existem mais homens que mulheres é a de policial: em um batalhão inteiro, uma porcentagem relativamente pequena é de oficiais femininas. Por outro lado, as profissões que são mais associadas à parte afetiva costumam ser mais indicadas para as mulheres, como a de professora ou então a de babá.
Não se pode esquecer ainda do âmbito sexual: a profissão de enfermeira, por exemplo, é uma das que são dominadas pelas mulheres, mas a qual muitos homens adicionam um elemento sexual que não é necessário.
Para que as profissionais mulheres conseguissem a sua evolução profissional, foi indispensável ocorrerem lutas sociais a fim de que elas fossem vistas como boas trabalhadoras e, principalmente, com a mesma capacidade intelectual dos homens. É claro que as reivindicações das mulheres demoraram certo tempo para serem ouvidas: não se pode esquecer do massacre às trabalhadoras que originou o Dia Internacional da Mulher.
Contudo, tem sido aumentado o que se chama de empoderamento feminino, ou seja, a conscientização de que elas necessitam ter os mesmos direitos profissionais e sociais que os homens. É por causa disso que se tem solicitado salários que sejam apropriados à função profissional e à escolaridade: infelizmente, é sabido que os homens ganham mais, em muitos cargos, apesar de terem o mesmo nível de conhecimento que as mulheres naquela vaga.
A defasagem feminina em vários postos de trabalho nem sempre é por causa de um preconceito: é preciso concordar que existe falta de conscientização em alguns casos. A respeito do serviço policial, por exemplo: há mulheres que acreditam que esse não é um trabalho apropriado para elas ou que não serão aceitas na corporação. Uma das funções da conscientização sobre a evolução feminina no mercado de trabalho é também retirar esse pensamento limitador e incentivar as profissionais a buscar colocações diferentes.